Entre os anos 60 e 70 a virgindade é um tema comum na imprensa durante esse período.Em fevereiro de 1963 a Revista ‘‘Claúdia’’ faz um pesquisa, junto com o IBOPE acerca da opnião masculina sobre as experiência sexuais femininas antes do casamento. Os resultados da pesquisa apontam que 70% dos homens entrevistados mantinham a opinião tabu de que a mulher só poderia ter experiência sexuais aos o casamento. As leitoras pediram, então uma pesquisa que consultasse o universo feminino. O IBOPE entrevistou 320 mulheres de classe média entre 19 e 35 anos no Estado da Guanabara e na capital de São Paulo. Em contrapartida, ‘‘Claúdia’’ endereçou a 300 de suas leitoras d eigual nível social e das mesmas localidades, um questionário idêntico ao do IBOPE, 215 leitoras responderam.
A maioria das mulheres, 38%, mantinha a noção de que só os homens deveriam ter experiências sexuais pré-conjugais. Mas o número era bem inferios ao contigente masculino de 70%. Ou seja, o questionário parece demonstrar uma mudança gradual no comportamento feminino.
O adjetivo “pura”, utilizado como metáfora para a virgindade, reproduz integralmente os valores morais impostos pela sociedade ao comportamento sexual feminino. A mulher não pode viver sua sexualidade antes do casamento sob pena de contaminar-se, tornar-se “impura”. A sexualidade, assim, adiquire a marca indelével da sujeira, do pecado.
O corpo feminino é algo, portanto, que não lhes pertence pois as mulheres são seres voltadas não para si mesmas, mas para o outro.
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